Felicidade Por Um Fio

 

 

Meu Deus que filme é esse?

Consegui me enxergar em várias cenas deste filme. Para alguns pode até parecer besteira, mas só quem viveu esta realidade sabe como é se sentir feia por ser você mesma.

Me lembro de quando era pequena ver minha mãe e minhas tias alisando seus cabelos com aqueles pentes de ferro que eram esquentados no fogão de casa e eu ali tão pequena imaginando quando elas enfim alisariam o meu cabelo e isso não demorou muito.

Quando eu via o cabelo das minhas amigas eu achava que para ser bonita eu precisaria ter um cabelo liso como o delas.

O tempo passou e assim que fiz 15 anos fiz meu primeiro relaxamento químico nos cabelos, esse procedimento não alisou meu cabelos mas deixou meus cachos bem soltos e sem volume, me lembro como se fosse hoje o deslumbre que eu tive ao ver o tamanho do meu cabelo, até porque eu não soltava ele para nada somete na hora de lavar e pentear.

Na época comecei a usar o cabelo solto mas sempre fazendo relaxamento na raiz e assim que comecei a trabalhar tratei logo de comprar um secador e uma chapinha.

E ali começaram anos de muita dependência. Parece engraçado quando vemos no filme a personagem preocupada com a chuva, mas era exatamente assim que eu ficava, pois se chovesse meu cabelo ficava totalmente sem forma e fedido. Não gostava de praia, piscina e realmente tomar banho com o parceiro era algo muito pouco provável.

Mas o pior disso tudo nem é a parte externa e sim a parte interna que acaba com a mulher, que a deixa frágil e vulnerável.

Passei anos me preocupando em não suar, em não me molhar para não estragar o meu cabelo.

Até que um dia não aguentava mais isso e resolvi cortar meu cabelo e não pense que isso fez com que eu me sentisse bonita não, pelo contrário eu me olhei no espelho e me senti a mulher mais feia deste mundo.

Isso é natural , pois foi uma mudança radical e eu não estava acostumada a me ver daquele jeito.

No começo me lembro que continuei a passar chapinha até que aos poucos fui deixando ele natural e os cachos não definiam de jeito nenhum, acredito que é nesta hora que a maioria das meninas desistem da transição, porque realmente não é fácil.

Eu tive que reaprender a cuidar do meu cabelo e me dedicar a ele, mas a cada cachinho que definia minha auto confiança crescia e quando eu passei a me achar linda daquele jeito tudo ao meu redor mudou, porque as pessoas começaram a me achar linda também.

Hoje eu amo meu cabelo e a liberdade que ele me dá. Não sou mais prisioneira de mim mesma e hoje posso mostrar para minha sobrinha que ela é linda do jeitinho que ela é.

E isso serve para tudo não só para cabelo, até porque somos muito mais que um cabelo.

Somos mulheres maravilhosas cheias de qualidades e defeitos e isso torna cada uma de nós únicas.

Vou ficando por aqui porque este assunto rende muito papo não é mesmo?

2018-09-26    

 

Respeita Meu Cabelo

 Oiiiii!!!!

Desde pequena eu ouvia as pessoas falarem que cabelo crespo era cabelo ruim. E assim eu ia crescendo achando que meu cabelo era ruim e que para ser bonita eu precisaria alisar o meu cabelo. Efim desde muito nova eu sempre que podia pedia para minha mãe alisar meu cabelo e aos 14 anos fiz meu primeiro relaxamento com química.

Com o cabelo relaxado quimicamente a atolado de creme para pentear eu ainda não estava satisfeita.

Quando fiz 20 anos aproximadamente comecei além de relaxar a fazer também escova e passar a prancha. E assim eu passei muitos anos escrava da chapinha, ficava irritada com a chuva, me irritava quando estava muito quente por conta do suor que fazia com que minha raiz enrolasse, enfim não tinha uma vida muito livre por conta do meu cabelo.

O pior é que do jeito que ele estava danificado devido a tantos procedimentos químicos e exposição ao calor da chapinha, não dava nem para pensar em usar ele natural, por que sim aquela altura do campeonato o meu cabelo era ruim, eu mesma fiz com que ele ficasse ruim.

Foi então que um dia eu me lembrei de como meu cabelo era bonito cacheado e resolvi cortar, fui ao salão e cortei bem curtinho, mas como nunca tinha me visto com o cabelo tão curto me achei muito feia e continuei fazendo escova e prancha.

Com o passar dos meses e com o cabelo um pouco mais longo comecei a usa-lo natural e mesmo que ele não formasse nenhum cachinho eu tinha esperança que os cachos apareceriam.

E com o passar do tempo eles voltaram e além de me sentir linda eu pude me sentir livre.

Não posso dizer que não exista nenhum tipo de preconceito com o cabelo crespo, mas posso dizer que hoje o preconceito que eu tinha comigo mesma já não existe mais.

As pessoas dizem que é moda mas nem imaginam que isso vai muito além de moda. Isso é liberdade e aceitação.

Meu cabelo não é moda, meu cabelo é a minha raiz é a minha natureza, sendo assim

RESPEITA MEU CABELO!

 

 

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